3 de mai de 2009

Copacabana, mon amour



"Nos anos trinta, era preciso ter charme. Os assassinos eram elegantes e discretos, o Parabelum tinha a mesma poesia do saxofone, os tiros não sangravam, as mortes, silenciosas. As mulheres eram misteriosas e insolentes, estudavam teatro, ao passo que advogados se multiplicavam feito baratas, comprando ternos e perseguindo gângsteres. Os acordos eram feitos por alguns mil-réis. Nos fundos do cabaré alguns nomes eram distribuídos. Os postes não seriam acesos naquela rua até a meia-noite."

Trecho de Copacabana, mon amour. Conto de Pablo Sales do livro Contos de agosto(Prêmio Braskem Cultura e Arte 2002).


4 comentários:

Maria Muadiê disse...

hum...Tom Jobim era um gato!

Renata Belmonte disse...

Super gato!(rs)
Bjs

Mãe de Iara disse...

Eu pegava fácil !
Obrigada pelo parabéns !!

Bjs meus e de Iara

Renata Belmonte disse...

Maíra,
Sou louca para conhecer vcs! Adoro seu pai e sua tia, eles são meus "primos" do coração!
Bjs,
Renata