28 de abr de 2009

Uma vitória sobre o silêncio


“Persona é o conhecimento, um terrível conhecimento sobre a nossa solidão, a nossa singularidade. A nossa capacidade de tocar um ao outro. É uma confissão dos nossos medos. Do homem, do fracasso, da morte. Persona é um drama sobre o desespero, o silêncio. Um terror indescritível da vida em todos os aspectos. É um drama sobre a sensibilidade da pele, dos rostos e das palavras não entendidas. Persona é uma ilusão estilhaçada. Uma vitória sobre o silêncio.“
Texto do trailer de Persona

Fenômeno Susan

As camisetas são vendidas aqui.

26 de abr de 2009

Oração ao Poderoso Santo Expedito




Meu Santo Expedito das causas justas e urgentes interceda por mim junto ao Nosso Senhor Jesus Cristo, socorra-me nesta hora de aflição e desespero, meu Santo Expedito Vós que sois um Santo guerreiro, Vós que sois o Santo dos aflitos, Vós que sois o Santo dos desesperados, Vós que sois o Santo das causas urgentes, proteja-me. Ajuda-me, Dai-me força, coragem e serenidade. Atenda meu pedido (Fazer o pedido). Meu Santo Expedito! Ajuda-me a superar estas horas difíceis, proteja de todos que possam me prejudicar, proteja minha família, atenda ao meu pedido com urgência. Devolva-me a paz e a tranqüilidade. Meu Santo Expedito! Serei grato pelo resto de minha vida e levarei seu nome a todos que têm fé.
Muito obrigado.
(Rezar 1 Pai Nosso, 1 Ave Maria e fazer o sinal da cruz).
Levo, mais uma vez, seu nome a todos que têm fé.

Da sinceridade


Aniversário de três anos de Juninho. No meio da festa, sua tia lhe diz:

- Juninho, titia já está indo embora, viu?

- Pode ir. Mas deixe meu presente aí.

24 de abr de 2009

Bienal 2009




Dia 18/04/09, com Gustavo, Lima e Lázaro na Arena Jovem da Bienal da Bahia.
Obrigada pela presença de vcs!

23 de abr de 2009

Dos conselhos de quem sabe


"Clarice Lispector sempre me dizia: Lygia, não sorria nas fotos porque ninguém leva a sério escritoras que riem. Ela também me aconselhava a só trajar roupas pretas, pois inspiram mais respeito".
Lygia Fagundes Telles
“Nunca saí sem estar maquiada e trajada às vezes com algum requinte: turbante, xale, vários colares e grandes brincos. O branco, o preto e o vermelho eram uma constante em meu guarda-roupa. O batom geralmente era de tom rubro forte; o rímel negro, colocado com sutileza, aumentava a obliqüidade e fazia ressaltar o verde marítimo dos olhos. Indiscutivelmente era mulher interessante, de traços nobres e, talvez, inatingível.” Clarice Lispector

21 de abr de 2009

Do ódio voltado contra si mesmo

Ele endereçou sua carta de suicídio à Boddah, seu amigo invisível, desde a infância. Trabalhou como faxineiro e sofreu diversas humilhações. Com os amigos, pichou "Deus é Gay" numa igreja. Foi uma criança triste, muito introvertida. Tornou-se um ídolo do rock, mas não deixou de sentir ódio de si mesmo. É assim com a maioria das pessoas: há dias em que também não consigo me perdoar. Uma vingança contra o mundo: isso é o Smells like teen spirit. Uma vingança contra si mesmo: quinze anos sem Kurt Cobain.

20 de abr de 2009

Eu, ela e Hilda ou Pequenas pistas de uma morte

"Aflição de ser eu e não ser outra
Aflição de não ser, amor, aquela
Que muitas filhas te deu, casou donzela
E à noite se prepara e se adivinha
Objeto de amor, atenta e bela.

Aflição de não ser a grande ilha
Que te retém e não te desespera.
(A noite como fera se avizinha)

Aflição de ser água em meio à terra
E ter a face conturbada e móvel.
E a um só tempo múltipla e imóvel

Não saber se se ausenta ou se te espera.
Aflição de te amar, se te comove.
E sendo água, amor, querer ser terra."

Hilda Hilst

É verdade, Hilda. Talvez eu e ela sejamos apenas isso. Duas mulheres fortes. Numa dura hora.

16 de abr de 2009

Das conclusões precipitadas...


Eu: - O Marcelo Camelo gravou o DVD solo dele em Salvador.

Ele: Por que?

Eu: Sei lá... Você sabia que ele está namorando a Mallu Magalhães?

Ele: Sério? Tô perplexo!

Eu: No começo, eu também achei inusitado. Mas já tem tanto tempo que até me acostumei com a idéia.

Ele: Ah! Agora faz todo sentido o fato dele escolher Salvador para gravar o DVD! Deve estar querendo agradar a namorada...

Eu: Como assim?

Ele: Pô! O cara tá namorando a neta do ACM! Só pode estar fazendo algum tipo homenagem..
:) Sim, este diálogo aconteceu.

14 de abr de 2009

Para matar Camille Paglia do coração...


Breve conselho de uma avó para a neta no capítulo de hoje da novela das oito:

- Você tem que aprender a dançar. Um homem não olha para os livros que a mulher carrega quando quer encontrar uma noiva...


12 de abr de 2009

Namastê

Nestes dias santos, fiquei analisando uma certa elegia à dor que algumas religiões pregam. E que, durante muito tempo, foi aceita por mim como algo natural, quase orgânico. Ainda hoje, me pego pensando em fazer promessas cuja realização dos pedidos demandam sacrifícios enormes, terríveis. Ainda hoje, tenho uma resistência ao que surge de forma leve, despretensiosa. Quando me deparo com coisas boas, tenho a tendência a construir um castelo em torno de mim, pois ainda possuo a idéia de que dias de sol são prenúncios de grandes tempestades.
Estudei num colégio católico até os treze anos. Lembro-me de algumas figuras terríveis que assumiam o nome da "Igreja". Não posso deixar de esquecer um certo clima pesado que existia no ambiente. Eu, enquanto caminhava pelos corredores, sentia-me assustada com a possibilidade de ser uma menina má, pensava nos castigos que poderia tomar. Apenas agora, constato: naquele lugar, Deus me vigiava e era severo com aqueles que suas leis não estavam dispostos a observar.
Pois bem. Venho, durante os últimos anos, buscando neutralizar esse receio daquilo que é bom, daquilo que surge de forma espontânea. Recentemente, estava conversando com Paty, uma grande amiga, sobre a importância de agradecer e de aceitar o que nos é ofertado pelo outro. Parece simples, mas não é. O imperativo de que temos que nos sacrificar muito para conseguir realizar nossos sonhos, acaba tornando um tanto suspeita qualquer ajuda alheia, qualquer atitude sem segunda intenção.
O objetivo deste texto é praticar tudo isso que venho estudando. Portanto, agradeço, recebo e divido com vocês, uma carta belíssima que a Lidi escreveu sobre o livro do Vestígios: http://www.docstoc.com/docs/5396331/carta-de-uma-leitora. Ainda aproveito para agradecer a Martha, o Thiago, a Aeronauta, o Vladimir, o Nilson, o Marcus, a Personagem Principal e todos os outros que me escreveram comentando o mesmo livrinho. Todos vocês me proporcionaram muita alegria.
Uma das grandes lições que esse blog me deu foi a descoberta de que existe um número muito maior de pessoas legais do que de gente com propósitos mesquinhos. Fica aqui registrada minha alegria por ter e-amigos e leitores tão bacanas.
Hoje, domingo de Páscoa, recebo, agradeço e ofereço a minha descoberta de que Deus não me vigia lá do alto. Sim, porque como diz uma prece católica: Ele está no meio de nós.
Namastê para cada um vocês.

10 de abr de 2009

No Revólution

Sexta-feira santa. O telefone toca. Atendo:
- Alô?
- Seu blog está um porre.
- Pai?
- Sim. Estou ligando para dizer que seu blog está um porre. Você não tem atualizado, nunca mais escreveu um texto.... Até hoje estão as fotos do lançamento do Vestígios!
- Ando exausta. Li oitocentas páginas nas últimas duas semanas. Dei três entrevistas. Acabei de publicar um livro. Redigi dois recursos. Faço trabalhos domésticos. Tenho estudado muito Direitos Humanos. Sou voluntária de uma ONG... E você ainda me liga para reclamar que eu não atualizo o blog? Estou tão cansada que estou pensando em iniciar uma revolução na minha vida!
- Minha filha, me prometa uma coisa.
- O que?
- Não apareça aqui em casa com uma dessas camisas surradas com a cara do Che.
(...)

Na Bienal da Bahia....




















Estarei no dia 18 de abril na Arena Jovem com o Gustavo e o Lima falando sobre blogs e literatura.

9 de abr de 2009

Minha querida afilhada,



Alguns anos antes do seu nascimento, eu estava passando por uma fase difícil e resolvi ir visitar sua mãe. Mal eu sabia que este dia mudaria minha perspectiva das coisas deste mundo para sempre. Sim, porque eu sempre fui uma pessoa com noções um tanto rígidas de intimidade e propriedade. E, neste dia, sua mãe me surpreendeu com um gesto de profunda generosidade: ela me ofereceu uma chave. Ou melhor, ela me ofereceu a chave da casa dela. E ainda acrescentou: Venha morar um tempo aqui. Será bom para você.
Não, minha querida afilhada, eu não fui morar na casa de sua mãe. Mas compreendi, neste dia, que mesmo não tendo aceitado seu convite, eu tinha recebido para sempre uma chave. E o motivo desta carta é este: quero dividir tal chave com você. Pois, em algumas situações, o mundo pede senhas, exige que você saiba exatamente como deve proceder. E, se depender de mim, todas as portas boas desta vida serão abertas para você. Para isso servem as madrinhas: para brincar de fadas e realizar os desejos mágicos de suas afilhadas.
Quando eu soube que você era uma menininha, chorei muito. Me lembrei do seu quartinho, das suas roupinhas lindas, dos planos que sua mãe fazia para o seu nascimento. Pensei que, finalmente, ela tinha uma família para se orgulhar. E entendi que sua mãe um novo livro iniciava: suas poesias, apesar de tão belas e delicadas como de costume, não mais tratariam apenas de abandonos ou meninas perdidas. Elas seriam também sobre o maior e mais bonito dos encontros. Fico muito feliz de poder participar disso. Para isso servem os amigos: para testemunhar nossas vidas e escrever as orelhas dos nossos dias-livros.
A fotografia que está ao lado da sua cartinha foi tirada por titia Eva, no dia 13 de março, meu aniversário. Você e sua mãe estavam na minha casa e eu tentava(sem muito sucesso) ajudar a trocar a sua fralda. O motivo de minha pouca habilidade, você, pisciana como eu, não demorará de entender: normalmente, nós, regidos por Peixes, não sabemos como proceder diante de coisas práticas. Ah! Não posso esquecer de contar uma coisa curiosa que, no futuro, você deverá gostar de saber: todas as vezes que você começava a choramingar, nós a levávamos para o banheiro porque só ouvindo o barulho da água do chuveiro, você parava de chorar.
Tenho a sorte de ter uma ótima madrinha e espero poder ser da mesma forma com você. A correntinha de lacinho que eu te dei, comprei porque era linda, mas, agora, vejo que ela também é um símbolo: que você construa fortes laços com as pessoas especiais que irão cruzar seu caminho.
Sei que, nos braços de sua mãe, todo o mundo você irá conhecer. Desculpe-me, mas não posso evitar essa rima: espero que, onde quer que vá, encontre a Senhorita B.
De sua dinda que te ama e sempre estará Aqui,