Vestígios da Senhorita B.

3 de jun de 2010

Minha prima, Maria


Passei o dia assim: escrevendo e apagando, tentando controlar, aceitar o imponderável. Falar não é a mesma coisa que escrever: tenho fugido de compromissos com a realidade. Imaginar não é o mesmo que saber. Apesar dos medos, volto e escrevo porque foi aqui que a conheci. Volto e escrevo porque não há melhor lugar para que eu possa lembrar de sua alegria. Na blogosfera, todos sabiam: ela tinha algo muito especial, todos os dias eram dias de Maria.

Maria possuía uma luz só dela, algo que se costuma chamar de carisma. Dona de uma generosidade enorme, trazia felicidade para os que a rodeavam. Algumas pessoas têm a sorte de encontrar boas pessoas no mundo virtual. Tirei na loteria: além dos grandes e-amigos, ganhei dois primos lindos.

Para minha prima Maria, só me resta agradecer. Muito obrigada pelos conselhos dados, pelas conversas no telefone, pelas risadas compartilhadas, por escutar meus sonhos e me fazer acreditar que eles são possíveis.
Para os meus e-amigos, fica o meu abraço apertado.
Para São José dos Raios, permanece a obrigação: olhai por todos nós. Mas, em especial e para sempre, pela minha prima Maria Sampaio.

7 de out de 2009

No envelope, uma carta e esta fotografia

Querida Senhorita B.,
Eu sempre lamentei o fato de nunca ter visto o seu rosto. Mas, hoje, confesso achar melhor assim. Porque seria muito difícil para mim falar tudo isso olhando para seus olhos, observando a lenta transformação deles. Na última vez que fiz alguém passar por coisa semelhante, fui tomada por uma dor intensa, culpo-me até hoje pelo ocorrido. Não, não há um dia em que eu veja meus olhos no espelho e não pense nisso. Tenho olhos verdes e pequenos que se tornam grandes diante das adversidades, uma das minhas mães sempre disse ter medo deles, parece que carregam toda a impetuosidade do mundo. Meus olhos miúdos crescem quando assustados, talvez porque não suportem a idéia de subserviência, gostam de encarar com firmeza seus opositores. Meus olhos são da mesma cor que os das minhas tias maternas. Só que eu não os herdei delas. Tenho os olhos de meu pai.
Já tinha algum tempo que eu não era obrigada a agir desta maneira. Destaco: obrigada. Nesta vida, há coisas que se impõem, têm força própria. Escrever é uma delas. Não, não estou mudando de assunto, desculpe se lhe causo qualquer ansiedade por não ser direta como deveria. Sempre perco um pouco da objetividade e da clareza de raciocínio, após noites sem dormir. E, nesta hora, é justamente de clareza que preciso, já que morro de medo de não dizer as coisas do modo que deveria e acabar sendo mal compreendida. A verdade é que os sintomas voltaram a aparecer e, apesar de eu ter alguma intimidade com eles, fingi não perceber o que estava acontecendo. Mas, nesta última madrugada insone, o incômodo ficou evidente. E, apesar de não ter pronunciado uma palavra, fui obrigada a reconhecer: Não tem mais jeito. Chegou mesmo a hora de eu deixar o Vestígios da Senhorita B.
Sou dona de invernos e verões muito próprios, acho que você sabe disso. No meu universo, a Riviera Francesa e o Leste Europeu são lugares contíguos. Por isso, não suporto a idéia de espaços sem lei. São as regras que me orientam, que ditam meu rumo, que me retiram de qualquer tristeza e melancolia. A vida não pode se brincar, pois em plena luz do dia se morre; pregou Clarice. Eu brinco com a minha vida porque sei o limite dela, respeito minhas próprias regras. Já que não suporto o imprevisível, torno-me súdita e rainha da minha própria tirania. Devo confessar que sempre me encantaram e perturbaram estes filmes e livros onde o final jamais é dito. Quando comecei o Vestígios, não assinei qualquer autocontrato ou mesmo fui signatária de um pacto. Permiti-me viver o projeto de forma livre. Durante quase todo o tempo, até mesmo ignorava em que etapa estava. Apenas se sabe o que é o meio quando existe referência do que significa o fim. Dentro de mim, tinha a segurança de que, um dia, sentiria a hora certa de acabar. Setembro chegou trazendo enormes demandas e o mesmo incomodo contínuo, revelador. Sou uma mulher das leis, repito. Na última madrugada insone, a certeza: é preciso aceitar a morte, ter respeito a esta lei, ela é regra maior, verdadeiro imperativo. E foi aí que compreendi: devo mesmo me despedir do Vestígios.
Acredito que as coisas existem e acontecem mesmo que não sejam verbalizadas, não é a linguagem que lhes confere existência, os criptotipos não clamam pelo seu reconhecimento, sobrevivem silenciosos sem qualquer luta, aceitam sua condição e o seu lugar. Mesmo sabendo disso, preciso deixar algo claro: se pareço nostálgica ou taciturna é por pura força do hábito, tenho um defeito de fábrica, nunca aprendi a escrever feliz, apesar de não acreditar num mundo sem redenção. E, sempre quando falo em morte, quero dizer renascimento, fui batizada de maneira muito apropriada, mesmo que este meu R. tenha sido uma escolha aleatória com o único objetivo de me fazer parte de um clã. Sim, já que falo de identidade, retomo o assunto: se pareço muito nostálgica ou taciturna é apenas na escrita, sou dada aos exageros e, na vida das noites e dias, ignoram que sou escritora e até acham muita graça dos meus exageros de aniversários, todos eles festivos e contentes, todos eles bem diferentes daqueles oriundos do meu defeito originário. E já que tenho que ser sincera sobre esta despedida, preciso contar algo muito especial que aconteceu comigo. Lembra que eu ficava tentando definir o que é felicidade? Então: numa noite qualquer, caiu um temporal aqui em São Paulo. E, na manhã seguinte, fui obrigada a acordar muito cedo para ir apresentar um trabalho. Devia ser umas sete horas e eu estava numa movimentada avenida quando, de repente, percebi, no meio de milhões de prédios modernos, uma pequena casinha de estilo colonial. Na varanda desta, uma senhora oriental enxugava o chão e sorria de maneira doce para os que passavam. Fiquei em transe com a cena e parei o carro para comungar com a atmosfera de total plenitude. Tá, tudo bem: é mentira, eu não parei o carro, estava muito atrasada e precisava apresentar o tal trabalho. Só que, desde este dia, não parei de pensar no episódio e acabei aceitando que, apesar de não ter como capturar o sentido da palavra felicidade, ela é algo muito parecido com enxugar o chão da minha varanda, após uma noite de tempestade.
No ponto de partida dessa história, ou seja, na ocasião do seu abandono, encontrei o bilhete que você escreveu. Por isso, esta carta? Não, apesar de respeitar o princípio da reciprocidade. Faço isso para arrolar seus bens, inventariar tudo que aquilo que é nosso e que eu cuidei, nesta sua ausência. Pode ficar com o B., na minha volta, você me devolve. Sua cama, seu vestido e seu livro permanecem intactos, olhe para a sua casa e reconheça como ela foi bem preservada. Receba e trate com o mesmo amor o que tenho de mais precioso: o afeto dos meus e-amigos. Não, mas nem pense nisso: eles são meus e eu os levo no peito aonde quer que eu vá. Ah, tá bom. Desculpe esse meu ato de egoísmo, retiro o que disse. Os e-amigos podem ficar com as duas, eles não precisam se dividir, a verdadeira amizade apenas se multiplica, nunca fui boa em matemática e acabo esquecendo disso. Eu sei: essa frase pareceu meio boba, mas ela é verdadeira e, no final de tudo, é apenas isto que importa.
Não, não encare meu ato como um abandono ou uma fuga, não quero ver nenhum pesar nos seus olhos, fique mesmo de costas, qualquer despedida é difícil. Receba todo o meu amor e guarde esta fotografia como a primeira lembrança da minha viagem em busca daquilo que já lhe é conhecido. Muito obrigada por tudo, mesmo. Não levo comigo qualquer mala ou dor. Tenho apenas uma pequena mochila e, no bolso, um breve bilhete seu com o mais importante dos avisos: Seja feliz. Sejam felizes. Não, não há sonho que morra sem deixar vestígios.
Há sempre o trem de volta? Eu a espero, no portão do meu desembarque, se a hora chegar.
Beijos,
R.

4 de set de 2009

Colonização do real


Ela ficou no inverno e eu cheguei na primavera. Sempre andamos de mãos dadas, mas tudo mudou. Trens diferentes, destinos distantes. Acho ordinária essa desculpa de falta de tempo. Acho blasé essa coisa de "incompatibilidade de agendas". Prefiro dizer: foi a colonização do real. Um dia, voltamos.

26 de ago de 2009

Nilson e Maria

Para abrir setembro com flores

23 de ago de 2009

À Deriva

E este foi um dos grandes filmes que já vi.

19 de ago de 2009

Lançamento de Tati


17 de ago de 2009

Eu, que já estou tão distante...


Sempre aos domingos, naquele final melancólico da noite, tenho uma mesma vontade: deletar meu blog, tirar minhas fotografias dos porta-retratos, pintar meu cabelo, inventar um novo nome e sair por aí contando histórias que jamais aconteceram, histórias de um tempo impossível e misericordioso.

Renata Belmonte só restaria nas capas dos livros. E, não, ninguém duvidaria do que digo. No lugar onde moro, não sou conhecida e sei inventar mentiras legais, entretenho pessoas com certa facilidade, sempre fui assim.

Mas por que não faço tudo isso que planejo, por que, por quê? Toda segunda, a mesma pergunta: acordar não é um suplício? Tenho medo das vinhetas da MTV, melhor ir para a cama, perdi certas liberdades, já não tenho a desculpa de que estou "deprimida numa noite de domingo". Só que há canalhice maior do que fingir querer contar uma coisa e, logo depois, fazer cara de mistério e colocar um "to be continued" num fundo preto, com letras brancas? Não, isto aqui não é literatura, seriado ou cinema. Além disso, tenho preguiça de gente que tira foto de biquini e fala sobre passeios de lancha para parecer feliz. Pouco vou à praia e não tenho Orkut ou Facebook. E a verdade é que, nesses lugares, quase ninguém assume o que irei revelar: de vez em quando, eu encho o saco de mim.

Alguém muito chato ou resignado irá retrucar: sua vida é ótima! Se eu fosse blasé, passaria a mão nos meus cabelos loiros, faria uma cara nojenta e responderia: E o que você tem com isso? Mas, não, sou sincera e apenas confirmo: é verdade, minha vida é ótima. Mesmo assim, de vez em quando, encho o saco de mim.

Eu poderia citar milhões de motivos vazios para isso. Mas seria subestimar a inteligência de vocês. Conheço uma pessoa que terminou um relacionamento porque a companheira dirigia mal. Sério? Sou boa em inventar mentiras, mas isto é a pura verdade. E por que não pinto(de novo) o cabelo, deleto o blog e mudo de identidade? Eu até posso encher o saco de mim, mas não quero que isso aconteça com vocês. Imagina! Quero ser convidada para os encontros dos e-amigos, quero participar dos eventos, colocar aqui no blog as fotinhas... Eu não tenho Orkut ou Facebook, mas gosto dos comentários que recebo, adoro até mesmo os fantasmas que vagam mudos por essa casa.

Eu, que já estou tão distante de tudo e todos que amo, não quero ser esquecida por vocês. Não há medo mais legítimo que esse, não para um escritor. Sim, isto é uma confissão, mas eu também sou feliz sozinha. E, por favor, não levem ao pé da letra tudo o que aqui está escrito, tem dias que gosto apenas de inventar umas coisas para entreter, acho isso legal. Amanhã, quem sabe, tomo coragem e compro um vestido vintage. Helena não é um bom nome?
Simples. Simples assim.

14 de ago de 2009

Minha vida sem mim


Para as netas pequenas, a avó conta a história da personagem de Joan Crawford, no filme Almas em Suplício. Segundos depois, a mãe das crianças chega e não gosta de presenciar tal situação. Já apenas na companhia das filhas, ela fala algo assim:

- Não se impressionem com o que a vovó contou. Ela precisa dessas histórias, nenhum dos seus sonhos se realizou, ela não fez nada do que quis.

A cena acima narrada pertence ao filme Minha vida sem mim. E, apesar de breve, eu jamais a tirei da cabeça, foi a coisa mais triste que já vi. A morte é uma certeza para todos. Mas não realizar seus sonhos e viver o enredo dos outros significa estar morto em vida. É quase como tomar o título deste filme para si.
Ps: A atriz que representa a tal avó é Debbie Harry, vocalista do Blondie. Mais irônico, impossível.

11 de ago de 2009

Estas minhas listras


Então, mais uma vez, aquela dor. E alguém lhe diz: não há o que se fazer. O tigre não perde suas listras. Eu sei, quase revelo: isso é Freud e Lost. Logo depois, reitero: sim, o tigre não perde suas listras e não tenho como evitar esta dor, ela é quase como um membro do meu corpo. E alguém lhe pergunta: Por isso tantos vestidos?
Tenho um corpo machucado, ferido. Tenho um corpo rejeitado. Existem tecidos de várias cores e texturas. Eles maquiam este corpo, o tornam bonito. Eles escondem de mim mesma as minhas listras. Sinto-me nua sem esta dor, sempre espero por ela. Isto não é Lost ou Freud. Foi o que a vida me ensinou.

9 de ago de 2009

O fantástico mundo de meu pai



Se meu pai fosse escritor, certamente, seus livros seriam da escola do realismo mágico. Sim, porque, no seu mundo, coisas muito estranhas e absurdas acontecem de maneira natural e cotidiana. Para exemplificar o que estou dizendo, falarei de três pessoas que jamais conheci, mas que viraram personagens da minha vida de tanto meu pai contar suas histórias. Segue o perfil delas:
Primo Nino: Filho do irmão de meu avô paterno, morou na Itália por toda a vida. Meu pai conta que, desde muito cedo, ele gostava de ficar se admirando no espelho. Com o passar dos anos, o hábito virou mania. Primo Nino já não mais trabalhava ou comia, ficava todo o tempo se penteando e dizendo para a sua imagem refletida: Sou lindo! Sou lindo! Por fim, foi internado num hospício.
Dona Bernadete: Secretária de meu avô. Era uma mulher ativa, bem disposta. Certo dia, faltou o trabalho e nada avisou. Preocupado, meu avô foi procurá-la e a encontrou perambulando de biquini pela casa. Depois deste episódio, ela jamais tirou tal traje. Morreu com setenta e poucos anos. Não, não foi enterrada de biquini.
Tio Joseph: Irmão de meu avô. Nasceu na Itália, mas, ainda na adolescência, se mudou para os Eua. Era mafioso, amigo íntimo de Al Capone. Mandava dar surras naqueles que não o obedeciam, era uma homem temido. No entanto, na intimidade, se comportava de maneira muito diferente. Chorava, copiosamente, quando assistia filmes românticos ou quando falava da Itália. Quando brigava com a mulher, quebrava garrafas na mesa. E, segundos depois, negava o que tinha feito e se jogava no chão, implorando seu perdão.
Recentemente, encontrei a fotografia acima, num post do blog do Sandro. E, imediatamente, me lembrei de meu pai. Quando tomou conhecimento do meu desejo de ser escritora, ele disse: Só me faça o favor de não abandonar o Direito. Você não vai ganhar um conto com essa conversa de Kafka. No mesmo post do Sandro, Gustavo Rios comentou sobre a fotografia: nosso futuro, se continuarmos a dar muita atenção ao Nietzsche.
É, meu pai... Se você fosse escritor, seu livro pertenceria ao realismo mágico. Mas não é que, no seu enredo sobre a condição financeira do escritor, você é quase um Machado de Assis?

Foto: Homeless man reading books, Moshe Shai, 1977.

6 de ago de 2009

Nhô Guimarães



Em 2008, ano em que se comemorou o centenário do escritor mineiro, João Guimarães Rosa, o Núcleo Criaturas Cênicas de Salvador/BA, realizou aadaptação do romance Nhô Guimarães (2006) para a linguagem teatral, do escritor baiano Aleilton Fonseca, escrito para homenagear os 50 anos do livro Grande Sertão: Veredas (1956) de João Guimarães Rosa. A adaptação para o teatro foi realizada por Deusi Magalhães e Edinilson Motta Pará, atriz e diretor desta montagem que teve sua pré-estréia no teatro do IRDEB em 27 de novembro de 2008. O projeto* Nhô Guimarães* *Pelo Sertão* do Núcleo Criaturas Cênicas foi um dos vencedores do Programa BNB de Cultura/2009. Esta é a 6ª montagem deste grupo premiado em encenações como “Escoria” de Michel de Ghelderode e “A Pedra do Meio Dia ou Artur e Isadora” de Bráulio Tavares. Cumprindo a agenda deste projeto a peça *Nhô Guimarães* teve sua estréia no sertão baiano percorrendo com suas apresentações, em maio de 2009, nas cidades de Senhor do Bonfim, Uauá, Canudos e participando da abertura do I Colóquio em Estudos Literários e Lingüísticos – UNEB - Campus XXII, em Euclides da Cunha. A peça segue agora para temporada de dois meses no Teatro do SESI – Rio Vermelho. O espetáculo, em forma de monólogo, transpõe para o palco a vida, as idéias e a mítica do nosso sertão, privilegiando a linguagem falada rica em neologismos, recheadas de palavras incomuns próprias dessas regiões e tão presente nas obras do autor mineiro. Esse tratamento é mantido na encenação como forma de valorização da diversidade lingüística, existente na língua portuguesa, especialmente a encontrada no sertão brasileiro. Essa visão é apresentada através dos causos contados por uma senhora octogenária a um visitante. Entre uma estória e outra, a velha cita a presença de um amigo do falecido marido, Nhô Guimarães, senhor de jeitos elegantes, que sempre os visitava, com "seu ouvido bom de ouvir causos eseus óculos pretos de aros redondos". Uma referência direta ao escrito rmineiro João Guimarães Rosa. Enquanto relata suas lembranças, a velha desenvolve ações cotidianas, como coar um café, apertar um fumo de rolo, fazer um pirão, dar comida às galinhas etc., busca-se criar uma transposição de quem assiste para o ambiente do cotidiano interiorano.

*Salvador*

*Local:* Teatro SESI Rio Vermelho

*Apresentações*: de 08 de agosto a 27 de setembro/2009

*Sábados e domingos*, 20 horas.

*Ingressos*: R$14,00 inteira e R$ 7,00 meia entrada**

*Mais informações:*

*Deusi Magalhães* (071) 9137-4567 e 3011-1437 <magadeusi@gmail.com>

*Edinilson** Motta Pará* (071) 8754-2769 nilsinho67@hotmail.com

*Fotos*: Maurício Requião

4 de ago de 2009

I Encontro Literário da UEFS


Há algo melhor do que falar sobre literatura? Sim, há. O que? A possibilidade de falar sobre literatura para um monte de gente bacana, ao lado de outros escritores tão bacanas quanto.
Sempre é um prazer rever meus pares e amigos queridos. No I Encontro Literário da UEFS, isso aconteceu e transformou um dia comum num momento muito especial. Extremamente gentis e afetivos, os organizadores do evento mostraram que é possível divulgar a literatura baiana de forma interessante e articulada. Me sinto quase "habitué" da UEFS e sempre fico surpresa e feliz com o carinho que recebo dos alunos da instituição. Portanto, só me resta agradecer tudo isso e ressaltar que meus leitores são personagens deste que considero o meu conto maior: a vida. Podem ter certeza: sem vocês, meus livros e este blog não teriam o mesmo brilho.
Quando eu era adolescente, sempre reclamava do fato de não conhecer os escritores da Bahia. Certo dia, estava no ICBA e sentei para escutar um "tal poeta" falar sobre tempo e memória. O "tal poeta" era o grande Ruy Espinheira Filho e, até hoje, recordo-me com encantamento de sua linda fala. Escrevo isso porque desejo que este encontro seja lembrado por vocês da mesma maneira: como algo merecedor da eternidade do encantamento.
Se o livro do Vestígios é o retrato que não tiraram de mim, quero que este post do blog Vestígios seja uma bela fotografia de todos nós. Nós que, reunidos e contentes, dividimos um dia especial.

Liga dos E-amigos



Os que não puderam comparecer foram lembrados. (viu, primo Bernardo?)
E, apesar de não aparecer na foto, até a nossa querida
Aeronauta estava lá.

31 de jul de 2009

Convite