6 de ago de 2009

Nhô Guimarães



Em 2008, ano em que se comemorou o centenário do escritor mineiro, João Guimarães Rosa, o Núcleo Criaturas Cênicas de Salvador/BA, realizou aadaptação do romance Nhô Guimarães (2006) para a linguagem teatral, do escritor baiano Aleilton Fonseca, escrito para homenagear os 50 anos do livro Grande Sertão: Veredas (1956) de João Guimarães Rosa. A adaptação para o teatro foi realizada por Deusi Magalhães e Edinilson Motta Pará, atriz e diretor desta montagem que teve sua pré-estréia no teatro do IRDEB em 27 de novembro de 2008. O projeto* Nhô Guimarães* *Pelo Sertão* do Núcleo Criaturas Cênicas foi um dos vencedores do Programa BNB de Cultura/2009. Esta é a 6ª montagem deste grupo premiado em encenações como “Escoria” de Michel de Ghelderode e “A Pedra do Meio Dia ou Artur e Isadora” de Bráulio Tavares. Cumprindo a agenda deste projeto a peça *Nhô Guimarães* teve sua estréia no sertão baiano percorrendo com suas apresentações, em maio de 2009, nas cidades de Senhor do Bonfim, Uauá, Canudos e participando da abertura do I Colóquio em Estudos Literários e Lingüísticos – UNEB - Campus XXII, em Euclides da Cunha. A peça segue agora para temporada de dois meses no Teatro do SESI – Rio Vermelho. O espetáculo, em forma de monólogo, transpõe para o palco a vida, as idéias e a mítica do nosso sertão, privilegiando a linguagem falada rica em neologismos, recheadas de palavras incomuns próprias dessas regiões e tão presente nas obras do autor mineiro. Esse tratamento é mantido na encenação como forma de valorização da diversidade lingüística, existente na língua portuguesa, especialmente a encontrada no sertão brasileiro. Essa visão é apresentada através dos causos contados por uma senhora octogenária a um visitante. Entre uma estória e outra, a velha cita a presença de um amigo do falecido marido, Nhô Guimarães, senhor de jeitos elegantes, que sempre os visitava, com "seu ouvido bom de ouvir causos eseus óculos pretos de aros redondos". Uma referência direta ao escrito rmineiro João Guimarães Rosa. Enquanto relata suas lembranças, a velha desenvolve ações cotidianas, como coar um café, apertar um fumo de rolo, fazer um pirão, dar comida às galinhas etc., busca-se criar uma transposição de quem assiste para o ambiente do cotidiano interiorano.

*Salvador*

*Local:* Teatro SESI Rio Vermelho

*Apresentações*: de 08 de agosto a 27 de setembro/2009

*Sábados e domingos*, 20 horas.

*Ingressos*: R$14,00 inteira e R$ 7,00 meia entrada**

*Mais informações:*

*Deusi Magalhães* (071) 9137-4567 e 3011-1437 <magadeusi@gmail.com>

*Edinilson** Motta Pará* (071) 8754-2769 nilsinho67@hotmail.com

*Fotos*: Maurício Requião

2 comentários:

Non je ne regrette rien: Ediney Santana disse...

Aleilton foi meu professor de literatura brasileira na UEFS/Santo Amaro
Ganhei dele toda sua coleção em livros seus publicados...é um bom professor e um bom sujeito...no tempo era bigodudo, não sei se ainda é assim, troco idéias com ele apenas via e-mail,como sou pouco de sair da minha cidade..fica distante nosso último encontro

Paula Laranjeira disse...

Trabalho com a obra de Aleilton, ele merece essa homenagem e esse trabalho com sua obra...abraços