3 de mar de 2008

A geração B.

A babá se escondendo no quarto, fingindo não estar se importando, lágrimas escorrendo no seu rosto rígido. A mãe com um casaco na mão, o coração na mão, tentando aceitar bem sua partida. O pai chorando copiosamente, sentindo-se abandonado, não havia lhe dado um bom mundo? A irmã fragilizada, cabelos estranhamente molhados, rosto avermelhado, desejando responder: não, um mundo apenas não basta, precisamos de muitos, sim, é duro, mas é necessário, precisamos compreender. As rodinhas da mala fazendo ruídos, a mão acenando, adeus, até logo, estou partindo para poder me encontrar. Qualquer despedida é longa demais, qualquer despedida é sempre demais. No entanto, eis que o terceiro mês chega e a vida se acalma, pois em março quase tudo pode ser. Eu me preparando para o seu retorno. Sim, em breve, voltará para casa o Senhorito B.

3 comentários:

Anônimo disse...

E quando não pode ser? Deus, ainda estamos no terceiro mês. Mas a vida continua.

Álvaro Andrade disse...

"Senhorito" é uma palavra interessante.

E a família B deve estar ansiosa que só... ahh, esses momentos...

Críticas Criticáveis disse...

A Volta é sempre melhor q a ida