10 de fev de 2008

Back home

A melhor coisa que 2008 me trouxe foi a descoberta(leia-se: aceitação) da minha natureza nômade. Durante muito tempo, lutei contra isso, tentei ser como a maioria das pessoas com quem convivo. Mas, felizmente, não consegui. Meu ideal de vida não se resume a uma casa simpática, filhos saudáveis e um marido que só bebe aos sábados. Preciso de muito, muito mais. Eu quero ser muitas pessoas, ter vivências múltiplas e diferenciadas, conhecer lugares incríveis, mundos incríveis. Eu quero circular, não me sentir presa a nenhum moralismo enciclopédico. Quero ter liberdade para fracassar e viver minha vida apenas como se fosse um conto que eu adoraria escrever.
Em janeiro, pude começar a materializar tais desejos. Comecei a ensinar, fiz um curso de interpretação para cinema, escrevi um curta-metragem, trabalhei com minha avô, viajei para um lugar super bacana, finalizei processos importantes e, pelo meio do caminho, encontrei muita gente legal.
O Vestígios ficou um pouco de lado durante esse último mês, mas jamais foi esquecido ou abandonado. Retorno para ele satisfeita, realizada. Porque, por mais nômade que eu seja, tenho muito amor por este lar, esta morada: as palavras.

6 comentários:

Álvaro Andrade disse...

as palavras são um lar como os lares de caramujos: a gente leva nas costas por onde for.

e aquele livro na estante da Senhorita B?

Anônimo disse...

A palavra não leva, escraviza.

Críticas Criticáveis disse...

Queria conseguir fazer tanta coisa em um mês!!

aeronauta disse...

Que bom, Senhorita B., quantas novidades! E sobre o livro na estante? Bjos.

Luíza disse...

Quanta coisa feita em um mês! Que beleza. Volotando aqui depois de uns tempos de ausência.. Está td certo com a Senhorita B.?
Beijos Renata
=**

Lidi disse...

"Eu quero ser muitas pessoas, ter vivências múltiplas e diferenciadas."

Mais uma característica daqueles que sabem criar verdadeira arte. Beijo.