18 de nov. de 2007
Ameaça
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11 de nov. de 2007
Raras felicidades dominicais
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As mulheres da minha vida



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7 de nov. de 2007
Das cenas insólitas da minha vida: parte 01
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4 de nov. de 2007
Crime e castigo
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3 de nov. de 2007
Síndrome Carrie Bradshaw
É certo que nós, mulheres, amamos tal tema. A queridíssima Mônica me disse que uma das primeiras coisas que ela olha numa outra mulher é o sapato que esta está usando. Achei isso bem curioso, pois percebi que também ajo assim. E acabei me lembrando de meu irmão, que nada entende de moda, mas que sempre me diz que eu deveria usar mais sandálias rasteiras (e condena com vigor qualquer espécie de bota).
Ora, mas não é que descobri, nesta semana, que um dos meus artistas favoritos também tem um fetish por sapatos? Não, Carrie, desta vez não me refiro à você. Falo do David Lynch. Que fotografou os sapatos do Louboutin e está expondo o resultado disso tudo na Galerie du Passage, em Paris. Eu vi algumas das fotos e achei incríveis. Bem a estética do mestre!
No mais, desejo para vocês um sábado bem no clima deste post: repleto de glamour!
PS: As fotos acima são de autoria do Sr. Lynch.
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31 de out. de 2007
A vida dos outros
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27 de out. de 2007
Esmeralda
Quando Ricardo nasceu, a tiraram do meu quarto e eu, aos quatro anos, tive a minha primeira perda. Aquele ser estranho que me obrigavam a chamar de irmão se tornou um dos maiores amores de sua vida, há algo frágil nele que a encanta terrivelmente. É certo que na sua concepção, eu, a menina que sempre foi linda, precisa menos dela do que o garoto mirrado cheio de hábitos excêntricos. Tem sido assim, desde sempre: de equívocos se preenche a história da minha vida.
Se algum dia me for possível, farei o mesmo que o João Moreira Salles: dirigirei um documentário sobre a vida da minha eterna babá. Ele se chamará Esmeralda, seu verdadeiro nome. Nome este que ela guarda como um segredo e esconde através do apelido Meire. É dura demais consigo mesma para reconhecer todo o seu valor.
Por fim, hoje, no dia de seu aniversário, mesmo sabendo que ela não lerá este texto, repito a dedicatória de Femininamente: Para minhas duas mães. Sim, o amor que sinto por ela é muito maior do que qualquer eventual dor.
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23 de out. de 2007
Uma criança e eu
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18 de out. de 2007
Das coisas que vejo na TV
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16 de out. de 2007
Uma nova vida para Renata B.
É certo que tudo tem seu fim e a noite de hoje não foi diferente. Neste último lançamento do Outras moradas, tirei fotos sorrindo, encontrei pessoas amigas, conheci pessoalmente outras pessoas amigas, me tornei amiga de pessoas que apenas conhecia. Tudo ao som de jazz, que preferi inventar ser bossa-nova: assim pude acreditar que a sensação vagamente familiar que me tomava nada mais era do que a identificação do momento com os eventos que acontecem nas novelas de Manoel Carlos. Talvez eu esteja assistindo novelas demais, eu sei. Essa também é uma das minhas hipóteses.
Que vivemos eternamente de fantasias, sempre tive certeza e jamais neguei as minhas. Mas eis que conto a cena mais surreal deste meu último sonho: onze escritores sentados ao mesmo tempo numa pizzaria. Duas mesas, papo agradável, clima descontraído. Eu, no meio deles, eu, que sempre evito conviver com grupos por medo de abusos coletivos de compreensão. É madrugada, sim, sei. Mas estou acordada e o que narro não surgiu durante o sono. É a minha realidade, esta que vem me causando muito mais estranheza do que os filmes do David Lynch.
As pessoas que foram ao lançamento do Outras moradas não desconfiam que eu morro de medo de autografar os meus livros. Sempre acho que escreverei alguma coisa errada, que direi algo tolo, sem sentido. As pessoas que foram ao lançamento do Outras moradas nem desconfiam que temo não corresponder o tamanho de sua consideração. Sou bastante esquecida e sofro muito quando sou desatenciosa com aqueles que são bons comigo. As pessoas que foram ao lançamento do Outras moradas e me viriam com aquele vestido dourado, desconhecem a angústia que sinto durante as minhas festas: tento sempre prolongar os momentos que vivo, não gosto de aceitar o fim das coisas.
Algumas pessoas que conheço e dizem que gostam muito de mim não tem comigo a menor consideração. Outras, que mal convivo, nutrem por mim afeição. Meu irmão, outra dia, brigou comigo e disse: pobre de você que vive de migalhas de felicidade. É, talvez ele tenha razão. Porque permaneço aqui, nesta noite, com fome. Mas sempre embriagada de vida.
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9 de out. de 2007
Lista de convidados:
- Todos os leitores deste blog!
Esse 2º lançamento é para vocês: meus leitores queridos. Nós, autores do Outras moradas, apenas tivemos 40(quarenta) convites individuais para o lançamento de amanhã, no Solar Cunha Guedes. Só minha família são 50 pessoas... Portanto, resolvemos fazer esse segundo evento. Será muito legal! Espero vocês!
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7 de out. de 2007
Tratado sobre o óbvio

- Nem todas as pessoas ricas são metidas e desonestas.
- Nem todas as pessoas pobres são simples e honestas.
- Nem todas as pessoas pobres são dignas de pena, algumas vivem com muito mais dignidade do que outras que ganham milhões.
- Nem todas as pessoas ricas são dignas de desprezo, algumas são ótimas pessoas e investem seu dinheiro de forma muito bacana.
- Nem todas as mulheres bonitas são insuportáveis e vazias.
- Nem todas as mulheres bonitas são burras.
- Usar roupas folgadas e óculos colorido não transforma ninguém em intelectual.
- Usar terninho e pasta de couro não transforma ninguém em um profissional mais competente.
- Nem todas as pessoas gordas são infelizes.
- Nem todas as pessoas gordas são engraçadas.
- Nem todas as pessoas magras sofrem de anorexia.
- Nem todo artista é lunático.
- Nem todo americano é burro e alienado.
Queridos: já está na hora de combatermos essa lógica de vida Malhação!
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